quinta-feira, 24 de abril de 2014

Não vale desistir...

Caro amigo(a) que me lê:
sempre que escrevo o que me vem à mente, sinto também sensações. Quando eu estava escrevendo o que compartilho abaixo, senti fortemente uma energia muito amorosa. E o interessante é que eu mesma me questionei em relação ao que parecia um contrassenso: como sentir carinho, se o que escrevi parecia mais uma "bronca"?
Mas então pensei que pode ser uma bronca amorosa, sim. Daquelas que a gente ouve da mãe (ou do pai, de alguém querido...), muitas vezes ficou até revoltada mas depois, com o tempo, viu que fazia sentido. 
Assim, registro que a "chamada" expressa em versos abaixo pode ser lida imaginando que é alguém dizendo a outro que se preocupa verdadeiramente...

Desce do teu pedestal,
enxerga a vida real!
Dou-te todo o tempo
razões para sorrir
e te vejo na iminência de desistir!
Lembra que o trato foi feito
e tu mesmo o chamaste de perfeito?
Assim, não o queiras abandonar,
se enfrentas a dor da solidão.
Sei que sabes caber a ti
tomar em tua mão
a rédea de teu destino,
afinal a tempestade vem,
porém sempre traz um bem.
Cabe a ti escolher, menino,
entre a chance do crescimento
e a permanência no eterno lamento!
Ofereço-te meu braço;
tu escolhes o compasso...
Renoir



E então, quer comentar o que sentiu? 
Fique à vontade, vou gostar...
Abraços!