quarta-feira, 24 de junho de 2015

Decidir

Há tanto tempo me esforço,
choro, sofro, rio,
corro, durmo, como,
no afã de ser feliz.
E aí vem você e me diz
que tudo isso não é garantia
de que haverá o dia
em que reencontro minha alegria.
Desanimo, quase desespero,
amuo, choro e suspiro…

Mas depois de muito tempo,
consigo erguer os olhos e, à minha frente,
vejo a estrada que serpenteia.
Nem sei se ela é bonita ou feia,
mas vem a ideia à mente:
posso ver, posso ouvir e falar;
posso escolher
entre ficar ou caminhar,
entregar os pontos e desistir
ou admitir que posso desejar.

Decido que vale, mais um pouco,
me esforçar, chorar, sofrer,
rir, chorar, dormir, comer.
Não tenho nenhuma garantia,
mas quero perseguir a alegria.
Já não sei se serei feliz,
sigo só sendo aprendiz...