terça-feira, 15 de maio de 2012

Interessante como as ideias vêm... Às vezes são claras, outras nem tanto. O que ocorre a você, amigo(a), ao ler os versos abaixo? Que título você daria?


Traz ela na face fria
o olhar intenso, aflito.
Sua postura é fugidia,
nada nela é bonito.
O que procura a triste menina,
vagando por rua tão escura?
O que ou quem a fez deixar de ser pura,
de ser só criança,
quem destruiu sua esperança?
Também ela não sabe contar,
tudo de que se lembra é de chorar,
de dor, de horror...
E eu estendo meus braços,
desejo ver brilho em seus olhos baços,
ofereço proteção e amor.
Ainda não sei sua resposta,
espero, reitero minha proposta,
intenso calor me acomete.
Pois por um segundo vejo
passar em seus olhos o lampejo
do desejo de acreditar.
Meus braços continuam abertos,
e ainda que demore um século,
é esse lampejo que sustenta
o meu desejo de acreditar
que ainda há esperança,
que a menina triste possa voltar a confiar,
até quem sabe um dia me amar...