terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Uma história de amor

Diga-me sempre, uma vez mais,
que em teu coração me trazes
e que de nós não desistirás.
Quando nos encontramos por primeira vez
não trazíamos ainda na tez
nenhuma das linhas que trazemos agora.
No entanto  nos olhamos como velhos conhecidos,
como almas que já se haviam visto outrora.
Revolução talvez seja pouco para designar
tudo o que nos trouxe esse apaixonar.
Força louca nos tomou o pensar, e o agir e o sentir,
nada era tão lindo, nada nos fazia desistir.
E sonhamos, e nos amamos, e sobre nosso amor
totalmente nos debruçamos.
Mas ainda não era hora de juntos ficarmos,
outros compromissos havíamos nos proposto a cumprir.
Neles nos apoiamos para não sucumbir
ao desejo de ficarmos juntos e de tudo esquecer.
Longos anos se passaram desde então,
palmilhamos nossa estrada, pés no chão,
cumprindo deveres, sentindo prazeres,
com um tesouro guardado no coração.
Hoje podemos nos voltar ao nosso interior,
não abrindo mão do que nos cerca,
porém atentos ao que o coração enternece.
Saber que vivemos da melhor forma que pudemos,
saber que os compromissos não esquecemos.
Hoje podemos erguer os olhos em prece
e com o corpo marcado embora,
orar e agradecer pela ventura concedida.
Foi feita a vontade de quem a verdade conhece,
e aquela doce alegria sentida outrora
de forma linda está sendo revivida.
Resgate, carma, bênção concedida?
Que importa o nome, que sintamos profundamente,
mergulhados no oceano da  ternura, amorosamente!